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OAB quer poder de veto sobre novos cursos O presidente do Conselho Federal da OAB,
Roberto Busato, pediu ao ministro da Educação, Tarso
Genro, a ampliação dos poderes da entidade no processo
de abertura de novos cursos de direito no país. Para ele, pareceres
contrários emitidos pela OAB devem ser suficientes para vetar
novos cursos. A alteração, avalia Busato, seria um instrumento útil
para reverter a tendência de deterioração do ensino
detectada pela Ordem. “O que vemos hoje é estarrecedor”,
avalia. “Cursos com mais de 800 vagas que funcionam em salas
vazias de cinema ou em horário pré-matutinos”.
Segundo ele, há casos de “aluguel” de nome no corpo
docente de várias instituições. “Vemos professores
que figuram como titulares em cursos no Amazonas e no sul. É claro
que isso só é possível no papel”, completa.
Busato enumera uma série de dados para demonstrar o quanto está desordenado
o processo de abertura dos novos cursos de direito no país.
Dos 222 autorizados nos últimos três anos, somente 19
receberam aval da OAB. Em 1960, havia no país 69 faculdades
de direito. Esse número saltou para 400 em 1990 e no ano passado
já ultrapassava 760.
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