| “ Aulão” de oratória reúne três turmas dos cursos superiores em Representação Para ser um bom profissional, a fala é uma ferramenta poderosa. Com objetivo de oferecer técnicas de oratória que podem auxiliar muito no sucesso da carreira, o CORE-SC, em parceria com a Univali, realizou uma aula especial para os 120 alunos das três turmas dos cursos superiores de Gestão em Representação Comercial de Itajaí e São José com Luiz Carlos Prates, psicólogo, âncora da rádio CBN Diário e colunista do Diário Catarinense. O “aulão” de seis horas aconteceu no Hotel Maria do Mar em Florianópolis no dia 12 de novembro (sábado). “A atividade foi escolhida pela sua importância e para marcar de forma pró-ativa este final de 2005, oferecendo uma atividade extracurricular de grande valia aos estudantes”, declarou o presidente Flávio Flores Lopes. Prates afirmou que é preciso vencer o receio de falar em público. “Timidez é medo e devemos tentar dominá-lo”, aconselhou o comunicador. Ele condenou algumas práticas que em vez de ajudar a pessoa a se expressar melhor diante do público podem até prejudicar o desempenho. “Nada de beber um copo de vinho antes de uma palestra, ou respirar 10 vezes rapidamente, ou ainda morder a língua para manter a calma. Desconsiderem este tipo de dicas que só atrapalham o desempenho de quem vai se expressar”, declarou o apresentador. Sobre o conteúdo do discurso, Prates alerta que o melhor é procurar uma linguagem acessível para que todos entendam. “Se vocês acreditam que estão se dirigindo a um auditório de alto nível cultural, o melhor é simplificar as colocações para que até mesmo um analfabeto tenha capacidade de entender o que está sendo dito. Dessa forma aumentam muito as chances de ser compreendido”, afirmou o comunicador. Segundo o palestrante, vendas é essencialmente comunicação, e esta acontece de várias formas, seja através de uma exposição sobre o produto, da foto da mercadoria oferecida e até mesmo em atrasos a compromissos agendados. “Um atraso é uma forma de comunicar que somos desleixados e que não temos nenhuma consideração pelo tempo alheio”, alertou Prates. Jamais se deve falar de improviso sobre um produto que está sendo vendido, pois é preciso conhecer o que se oferece em detalhes. Evitando os “brancos” - Sabendo pensar e tendo convicção sobre o que se está oferecendo reduz-se muito a possibilidade de dar “um branco” na hora de falar. Ou seja, com garra os lapsos de memórias são evitados. Também é preciso estar permanentemente bem informado para poder discorrer sobre qualquer assunto. “Como afirmou certa vez um anúncio do jornal New York Times, quem lê se torna mais competitivo no escritório e mais atraente no jantar”, lembrou Prates. Também é preferível falar na primeira pessoa do plural (nós) durante uma explanação, já que na primeira pessoa do singular (eu) a fala geralmente soa antipática para quem escuta. Para se sair bem, em relação ao público, Luiz Carlos Prates afirmou que através de uma exercitação continuada e uma boa razão a ser defendida é possível se sair bem na comunicação com o público. Durante a aula, o professor realizou exercício convidando os alunos a subirem no palco para um exercício. Depois da escolha de um número, o participante tinha de falar de um assunto genérico proposto pelo apresentador, buscando relacionar o que sabia e as próprias experiências do participante relacionado a temas como alcoolismo, direito ao voto aos 16 anos, entre outros temas. A estudante da primeira turma de São José, Corina Wuthstrack Utech, foi uma das que teve coragem de subir ao palco para participar da oficina. “Valeu a pena participar dessa aula, pois recebemos dicas importantes de comunicação. Quero deixar como sugestão ao CORE que também invista numa aula sobre a linguagem não-verbal (corporal), igualmente importante para o desempenho profissional”, disse Corina. Todos os participantes receberam um certificado pela participação na aula de oratória.
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