Intensificar cada vez mais a troca de experiências, de forma a criar um
fórum permanente de debates sobre práticas na área da fiscalização dos
conselhos profissionais catarinenses. Este foi um dos resultados do II
Encontro dos Profissionais de Fiscalização dos Conselhos de Classe,
realizado na quinta-feira passada, na sede do CRCSC.
Promovido pela
Ascop (Associação dos Conselhos Profissionais de Santa Catarina) e
coordenado pelo Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina -
CRC/SC, o encontro permitiu que as entidades apresentassem a sua
metodologia de trabalho. "É uma forma de oxigenação, pois temos contato
com novas idéias, que nos fazem - muitas vezes - rever procedimento ou
aprimorá-los", observou o coordenador de Fiscalização do CRO-SC, Edson
Carvalho. Para o presidente da Ascop, Marino Tessari, o evento foi mais
um passo no sentido de integrar os conselhos e capacitar o corpo
funcional. "Verificamos importantes avanços desde a realização do
primeiro encontro, em novembro do ano passado", observou.
Coube aos representantes dos Conselhos de Contabilidade, Nutrição,
Psicologia, Odontologia, Fonoaudiologia, Educação Física e Medicina fazerem uma
explanação sobre o trabalho realizado pela Fiscalização em suas
respectivas entidades. Também foram discutidos assuntos como
inadimplência, fiscalização nos cursos oferecidos pelas instituições de
ensino superior e a necessidade de estreitar as relações com o
Ministério Público, nas ações de combate ao exercício ilegal das profissões regulamentadas. "Tivemos a oportunidade de conhecer a
realidade dos outros conselhos, bem como as soluções que cada um
encontrou para problemas operacionais que enfrentamos no nosso
dia-a-dia", ressaltou o coordenador de Fiscalização do CRCSC, Cláudio
Petronilho.
Na avaliação do tesoureiro da Ascop e vice-presidente de Fiscalização,
Ética e Disciplina do CRCSC, Marcello Seemann, o encontro é uma vitória
do networking (política de relacionamento). "Iniciativas como estas
abrem espaço para a consolidação de um diálogo permanente entre os
setores de Fiscalização, seja pela troca de e-mail, seja na organização
de ações conjuntas", ressaltou. Em relação ao último item, observou
Tessari, chegou a ser levantada a possibilidade de serem feitas atuações
conjuntas em locais como estádios de futebol, onde trabalham
profissionais de diversas atividades regulamentadas.
O gerente de Fiscalização do CREA-SC, Kleber Justo deu outro exemplo:
quando sua equipe, a pedido do Ministério Público, sai em campo para
fiscalizar um abrigo de menores, ela pode convidar os colegas do
Conselho de Serviço Social (entidade que, por ser mais nova, possui uma
estrutura menor). "O objetivo de todos os Conselhos é um só: proteger a
sociedade contra os maus profissionais e de quem não está habilitado",
disse.
 |
 |
Fonte: Marcia Quartiero - Assessoria de Comunicação CRCSC