1º Fórum de Educação do CREA-SC reuniu representantes das instituições de ensino do estado

 

Cerca de 130 profissionais representando 28 Instituições de Ensino da área tecnológica no estado participaram da 1ª edição do Fórum Catarinense de Educação – FCE, evento promovido pelo CREA-SC nos dias 5 e 6 de junho no auditório do Conselho, em Florianópolis. Realizado com o apoio do Confea e da Mútua/Caixa-SC, o Fórum reuniu especialistas na elaboração da Matriz de Conhecimento da resolução 1010, homologada pelo Confea em 22 de agosto de 2005. A resolução dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos, atribuições, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no sistema para efeito de fiscalização do exercício profissional. O objetivo do evento foi colocar as Instituições de Ensino a par desta Matriz – que é uma espécie de manual sobre a aplicação da resolução em todos os CREAs, bem como a aproximação do Conselho e das Universidades, além de reflexões sobre a qualidade do ensino. As propostas do evento e as palestras estarão disponíveis no portal do CREA-SC a partir da semana que vem.

O Fórum foi aberto pelo presidente Raul Zucatto e contou com a presença do Gerente de Ensino Médio da Secretaria da Educação, Prof. Pedro de Souza, da Pró-Reitora de Ensino da UDESC, Sandra Makowiecky e do Prof. Edson da Rosa, Diretor do Centro Tecnológico da UFSC. Também estavam presentes os palestrantes: presidente do Confea, Eng. Civil Marcos Túlio de Melo, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Prof. Paulo Roberto Wollinger, coordenador da Comissão de Educação e Atribuição Profissional do CREA-SC, Eng. Eletricista Julíbio David Ardigo, Superintendente do CREA-SC, Eng. Eletricista e Adv. Claude Pasteur de Andrade Faria, Adv Willian Luiz de Faria, Analista de Processos do CREA-SC e o Diretor Geral da Mútua-Caixa SC, Eng. Civil e de Seg. do Trabalho Carlos Alberto Xavier. Participaram ainda os especialistas na Matriz de Conhecimento da resolução 1010/2005: Eng. Mec. Velocino Lourenço Tonietto, Eng. Civil Francisco José Teixeira Ladaga, Arq. Cynara Tessoni Bono e Eng. Agr. Germano Fuchs.

Após diversas palestras no primeiro dia do Fórum, os coordenadores de cursos da área, conselheiros e assessores técnicos reuniram-se no sábado, dia 6.06, em oficinas temáticas por área de atuação e sugeriram diversas propostas para uma maior interação entre o Conselho e as Instituições de Ensino, além de esclarecerem suas dúvidas em relação à Matriz de Conhecimento da res. 1010.

“As universidades e o Conselho têm uma responsabilidade grande e integrada. Temos este compromisso assumido, de estreitar as ligações com a Instituições do setor tecnológico, discutindo a qualidade do ensino, a proliferação de cursos. E este evento, que centrou suas discussões na Matriz de Conhecimentos da resolução 1010 - a base para a análise das atribuições nas câmaras especializadas dos Creas de todo o país - é apenas o início deste projeto”, lembrou o presidente Raul Zucatto.

O presidente do Confea, Eng. Civil Marcos Túlio de Melo, refletiu em sua palestra o papel do sistema na integração e parceria com as Instituições de Ensino, ressaltando que iniciativas como esta buscam não só aproximar os Creas e as Universidades, mas a união dos sistemas de formação, produtivo e profissional, que juntos com a sociedade, estarão buscando por um projeto de nação. “Há muito pouca base científica no ensino de 1º e 2º graus - temos um déficit de mais de 200 mil professores no científico, nas disciplinas de Matemática, Física, Química e Ciências. A formação na área tecnológica é estratégica”, destacou lembrando do salto do sistema em relação aos outros Conselhos Profissionais, referindo-se aos convênios e parcerias com o MEC. “O nosso foi o sistema profissional que mais se adequou à questão de diretrizes curriculares que precisavam ser implementadas”.

O 1º FCE recebeu elogios do professor Paulo Roberto Wollinger, diretor do MEC: “O que vocês estão realizando é um orgulho para o Brasil e um grande um desafio, pois os profissionais precisar ter, além de conhecimento e atribuições, também competências, habilidades, atitudes e ética”, disse. Na palestra “Avaliação do Sistema de Ensino Superior e os Conselhos Profissionais” Wollinger falou sobre o desequilíbrio violento na verticalidade da formação. “Dos 25 mil cursos de graduação que temos no Brasil, 2300 são cursos de engenharia, e com um índice de matrículas muito pequeno. O país precisa de muito mais universitários do que é capaz de levar para a escola e precisamos de jovens de todas as formações universitárias. As escolas devem reorganizar seus projetos em relação aquilo que a sociedade espera na formação dos engenheiros. É preciso ampliar a oferta de cursos que temos carência. Precisamos da inclusão e da distribuição territorial da educação de qualidade”, finalizou.

O professor ressaltou que do 25 mil cursos do ensino superior no Brasil, cinco tomam metade das vagas - Direito, Administração, Ciências Contábeis, Pedagogia e Enfermagem.

“A maioria dos cursos de engenharia é ruim porque o projeto pedagógico é ruim. Então vamos precisar da ajuda dos Creas neste sentido, avaliando alguns quesitos, fornecendo-nos informações sobre cada processo para que possamos decidir. Seriam opiniões da categoria em três aspectos: a pertinência do curso, sua relevância e a sintonia que este curso teria ou não com as demandas sociais”, disse. O professor informou que está disponível no portal do MEC o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de tecnologia, que apresenta a carga horária mínima e a infra-estrutura recomendada para cada curso. Confira em http://catalogo.mec.gov.br .

Confira as fotos do evento.

 

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